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Currais Novos, 26 de novembro de 2020


Quando eu visitava Currais sentia que estava só de passagem. Agora sinto que vou ficar de alguma forma. Como naquele velho clichê: vou sair de Currais, mas Currais não vai sair de mim. Chamo a cidade apenas de Currais com a intimidade de quem mora na cidade. Através da oficina do projeto Caravana REC ganhei esse pertencimento. Ao ensinar sobre Cinema e provocar resgate identitário, conheci a cidade mais a fundo, sua história, prédios históricos e personagens, e aprendi mais do que ensinei.

As memórias afetivas dos alunos agora se somam as minhas e as de Fernando Suassuna que ministrou a oficina comigo, e as de toda equipe do Caravana Rec que se mimetizou com as ruas do centro e costumes locais ao redor do emblemático Hotel Tungstênio onde ficamos hospedados. Nos hospedamos na história e a história se hospedou em nós.


Diário estradeiro / Pg 5 por Carito Cavalcanti

Fotos: @caruru.prod


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